The Sky Turns - Movie Reviews - Rotten Tomatoes

The Sky Turns Reviews

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May 29, 2011
This is a magistral poem about life, about feelings, about simplicity and about cycles. Really recommend the movie to anyone who loves life. Simple as that.
½ July 4, 2010
I don't have much to say about this movie, but what I have to say is simple: this is the most BORING movie I have ever seen! Boring, boring, boring! This spanish movie came to me because it came free with a newspaper. This fact alone could make one doubt of its qualities, but the cover expressed that it had won major prizes in Rotterdam, Paris and Buenos Aires film festivals. The theme, a documentary about a little Spanish village with just 14 inhabitants, all senior citizens, also appealed to me as an urban planner. So, I started to see this movie last weekend. I saw 40 minutes and could stand it no more. Basically, it is just static shots of old people seating on the village square or on the fields with the most boring conversation ever, entwined with shots of construction work, because an old monastery is being turned into a high class hotel, and overlapped by a woman's voice off narration, nice to cure insomnias. It was so boring that I saw the last remaining hour during the course of 6 days, 10 minutes a day. I could not see the end of it. So, why so many awards and quotations on the cover by journalists saying it is marvellous? Well, I have found that many people, out of trying to pass themselves as very cultural or very artistic-oriented, mistake what is clearly a different approach from the mainstream, and a cultural relevant theme, with what is a great artistic film work. I have seen unbelievably slow movies which were beautiful and incredible and amazing. Leone, Godard, Fellini could film an old man sleeping for 5 minutes and they could make it beautiful. But not Mercedes Alvarez, the director. She films an old man sleeping for 5 minutes and it is just plain boredom! She just points the camera. There is not an inch of feeling. Besides, what is worse, she tries to make the conversations natural, but by the simple variation of camera shots in a scene, we can see that they were rehearsed! The theme is relevant, yes, interior small villages face the problem of old age, loneliness and extinction. But this movie, aiming to call attention to that, makes me feel exactly the opposite. It makes the village look so incredibly dull, that I would never set foot in there, and am glad it is deserted. It tries to show the degradation that these spaces have had in this day and age, but cinematographically fails in every aspect. It makes me feel ill that all these critics and juris from festivals give awards of cinema to the theme of the movie and not to the movie itself. The theme, as I said, is important, and as a urban planner I fight against it. But as a moviegoer I have to say: DO NOT WATCH IT! Please, save yourself the 100 minutes of suffering.
August 10, 2008
En Aldeaseñor, un pequeño pueblo de Soria (España) ya sólo quedan 14 habitantes. el documental, que está dirigido por la última niña que nació en el pueblo, muestra la vida de dichos habitantes. Me parece una película imprescindible, muy recomendable para leer junto con algún libro de Delibes (ej. El camino) o con la Lluvia Amarilla de Llamazares.
June 9, 2008
Giving a delicate political comment by showing how quotidian grace can be changed by the development of the world.
May 12, 2008
Para começar a breve apreciação de `El Cielo Gira` recordo o festival de Sundance. O que é que o reconhecido festival norte-americano de cinema independente tem a ver com este documentário espanhol de Mercedes Álvares? Aparentemente nada. Trago-a à baila para ilustrar que as boas ideias não ficam sós por muito tempo. Desde o seu início, já lá vão 26 anos, que o festival se afirmou como último bastião de resistência contra os valores de produção e valores cinematográficos de Hollywood. Nos últimos anos o que temos vindo a assistir é que no centro de Sundance surge um `mainstream` independente, filmes que tem todos os toques de recentes obras independentes que fizeram sucesso pelo mundo fora. Para dar um exemplo, `Thumbsucker`de Mike Mills. E o mais curioso é que já se desenvolve uma onda anti- independente, com cinema que responde a essa tentativa de codificação da cinematografia independente. Uma ala mais radical do cinema de Sundance. A questão aqui, como em `El Cielo Gira`, é a mesma: quando muitos fazem diferente, acabam por fazer igual.

Dito assim, isto não faz muito sentido. Mas será talvez mais familiar se descrever `El Cielo Gira`. A autora nasceu na aldeia de Aldealseñor em Soria. Esta tem apenas 14 habitantes, tendo sido a realizadora a última a nascer. A ideia do documentário é traçar um retrato sobre esta aldeia que está prestes a desaparecer, em conjugação com o lento desvanecer do instrumento de trabalho de Pello Azketta, um pintor da aldeia, que está a ficar cego. Ambos regressam da cidade para uma visita ao local de origem.

Já começa a ser habitual que certas cinematografias produzam documentários sobre o ambiente rural mas que o retratem sob um olhar eminentemente urbano e contemporâneo. Assim, é frequente aproveitar histórias do quotidiano destas pessoas e dar-lhes um formato de micro narrativas que vai alimentando longos planos. Como se a sabedoria destas pessoas brotasse de serem como são, simples e honestas. Destes planos lentos e monótonos crê-se condensar a essência da própria vida destes. Assim, `El Cielo Gira` não tem no seu tom de abordagem o seu elemento mais positivo. Isto porque Raymon Depardon, Chantal Akerman, entre vários outros, já o fizeram.

Este documentário, já vencedor do Tiger Award no festival de cinema de Roterdão, tem personagens, pessoas reais que falam de quando vem o padeiro ou que respiram a terra e dão ao tempo uma indefinição própria.

Por aqui há um certo ar de fin de siécle que contamina as `personagens` e que antevêem o fim. Mas este é sereno, como o lento subir de uma encosta. À parte da abordagem que não é inovadora, surpreende-nos o facto de tema ser audacioso. `El Cielo Gira` é um filme do tempo. Um tempo que passa langorosamente, um tempo indefinido que oscila entre o presente, o futuro em que será possível passar férias na lua, o passado recente (aquando do nascimento da realizadora), ou mesmo o passado remoto. Umas das sequências iniciais é precisamente uma das habitantes da vila a comentar os vestígios milenares de patas de dinossauro na região. E nesta multiplicidade de tempos que se sucedem só o céu gira e se mantém. Tudo o resto mudou e termina.

Aqui está presente, nas palavras e gestos dos habitantes, o fim de uma geração e forma de encarar uma vida. É quase impossível ver este filme e não nos lembramos de `En Construcción` de José Luis Guerin, obra que Mercedes montou. Trata-se de um documentário que acompanha a construção de um bloco de apartamentos em Barcelona. Mas se na obra de Guerin o ponto forte era precisamente o fluído na nossa percepção do encenado e do ficcional, em `El Cielo Gira` a ideia é construir um documentário e disfarçar os `andaimes ficcionais` (para nos mantermos com metáforas de construção). Ou seja, não é assumido o lado ficcional da coisa, ainda que o espectador se pergunte se aquelas pessoas terão dito coisas tão poéticas como contar a lenda da rapariga que nunca sorria, ou lançar ditos sobre a vida, em jeito de parábolas socráticas. E ao detectar esse lado construído sentimo-nos um pouco defraudados porque não foi assumido desde o início.

Numa certa dispersão documental sentimos também que a história do pintor não é muito bem aproveitada. Ora aparece, ora se apaga, nunca ganhando a centralidade que tem, noutros moldes, em ` El Sol del Membrillo` de Victor Erice, a quem a autora no agradece no final. A ver??
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